A 13ª Maratona do Porto EDP fechou em festa e com os recordes prometidos. O crescimento contínuo e do ponto de vista técnico confirma-se que a distância da maratona continua viva em Portugal, pese embora os condicionalismos do nosso atletismo. Parabéns!

A Family Race, adjunta ao programa da maratona, com 15km de extensão, teve em Hélder Santos (Sporting CP) o seu vencedor masculino, com 45m49s, seguido de Rui Muga (CA Mogadouro – 47m11s) e de Carlos Costa (CDS Salvador do Campo – 47m39s).
Nas mulheres ganhou Daniela Cunha, também do Sporting CP, com 54m13s, seguida por Solange Jesus (54m38s), do mesmo clube, e Elisabete Azevedo (Rec. Águeda - 55m15s).

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Filomena Costa parecia ter assegurado o segundo lugar, mas o troço final da corrida proporcionou um volte-face sensacional. Aos 30km (1h44m46s) tinha ainda 40 segundos de vantagem sobre Catarina Ribeiro, aos 40km (2h21m15s) essa vantagem era quase igual. Mas, inserida num grupo guiado por Daniel Pinheiro, que fez com Ricardo Ribas um trabalho meritório, Catarina Ribeiro fez uma parte final de corrida sensacional e, a um quilómetro da meta, já seguia a par da minhota para a passar muito perto da meta e consumar uma estreia brilhante.

O seu tempo de 2h30m10s superou o de Filomena por 17 segundos, chegando depois a queniana Pamela Kipchoge em quarta (2h36m42s) e Guteni Shone (2h38m23s) em quinta.

No lado masculino só o queniano Samuel T. Mwaniki esteve ao seu nível e também ele andou longo tempo isolado para fechar o triunfo. A meio da prova passou em 64m59s, já destacado dos seus colegas e acabaria por finalizar em 2h11m48s. Aos 32 anos ficou a um pouco mais de dois minutos do seu melhor, estabelecido o ano passado em Marraquexe com 2h08m56s. O japonês Yuki Kawauchi foi segundo, acabando em esforço e esgotado, mas longe da frente, com 2h14m32s. Ao contrário, José Moreira terminou forte, recuperou quase dois minutos face ao nipónico nos últimos quilómetros e selou a terceira posição com 2h16m11s, a 2m11s do mínimo para os Mundiais, fixado em 2h14m.

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Longos momentos as posições relativas na frente da prova foram estas. À passagem pela Ponte da Arrábida, Kiptoo olhou para trás um par de vezes e denotou alguma dificuldade e decerto alguma desconfiança do que estava para vir. Mas, mesmo com um final um pouco sofrido, acabaria por selar a vitória no Queimódromo com o tal recorde da competição de 2h29m13. Aos 30 anos de idade só está a fazer a sua primeira época na maratona e tinha um recorde pessoal, agora largamente melhorado, de 2h33m54s, vindo da Maratona de Marraquexe do início de 2016.

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Voltando à vertente feminina da competição, cedo se viu que Guteni Shone, a etíope detentora do melhor tempo de entre as participantes, não estava em dia sim. Manteve-se junto à futura vencedora até meio da prova, mas depois atrasou-se, pelo que a corrida acabaria por ser um contra-relógio para Loice Chebet Kiptoo na segunda metade. Num estilo de corrida que fez lembrar a sua agora famosa colega Priscah Jeptoo, Kiptoo andou quase sempre sozinha e sem companhia sequer de atletas masculinos. Ao invés, Filomena Costa teve uma bela guarda de honra, sobretudo liderada por Ricardo Ribas, tendo o transmontano sido um guia impecável das aspirações da minhota, que não arriscou seguir Kiptoo de início.

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As condições climatéricas para esta 13ª edição da Maratona do Porto EDP foram praticamente ideais. O dia começou enevoado, mas o sol acabou por brilhar durante grande parte da corrida e, ao invés do ano passado, quando as temperaturas estiveram elevadíssimas, desta feita os termómetros quedaram-se ligeiramente abaixo dos 15 graus Celsius, o que se mostrou muito adequado para a distância dos 42195m.

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Já no lado masculino, o triunfo mais uma vez não fugiu a África, indo de novo para o Quénia através de Samuel Theuri Mwaniki, com 2h11m48s, e José Moreira fez uma boa prova, acabando em terceiro lugar, depois de em 2013 ter sido quinto.

Como se esperava, a 13ª edição da Maratona do Porto EDP, este domingo de manhã disputada entre as autarquias do Porto, Vila Nova de Gaia e Matosinhos, foi uma edição de recordes. Caiu aquele que talvez seja o mais emblemático, o do número de terminadores de uma maratona em Portugal. O ano passado a prova da Invicta tinha permitido que 4558 participantes tenham cortado a linha da meta, desta feita esse número foi de cerca de 4800 pessoas, algo que se antevia. Mas, como costuma dizer-se, nada é certo antes de efetivamente concluído.

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Concluída com recorde da prova foi a maratona feminina, naquela que era a maior aposta cronométrica da organização para este ano. A queniana Loice Kiptoo Chebet foi a vencedora, com 2h29m13s e, além de ter batido a barreira das 2h30m, superou o máximo da competição, estabelecido pela também queniana Priscah Jeptoo em 2009, com 2h30m40s. Mas a maior festa que se pôde fazer, essa teve como destinatária Catarina Ribeiro. Apenas com 26 anos de idade, a fundista que esta época atlética vai correr como individual estreou-se na distância com uma bela segunda posição e quase abaixo das 2h30m. Com 2h30m10s obteve mínimos de participação nos Mundiais de Atletismo do ano que vem, em Londres, dado que estes foram recentemente fixados em 2h32m. Como é habitual nas maratonas, as favoritas não se conseguiram impor. Chebet bateu a (aparentemente) muito mais categorizada etíope Guteni Shone e, num âmbito puramente nacional, Catarina Ribeiro conseguiu superar Filomena Costa, que ainda assim assinou um bom tempo, igualmente mínimo para os Mundiais de Londres, e fechou o pódio.

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